icone-blog
Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas!
Você está aqui:Home»blog

Organização das palavras na frase

Sex, 17 de Fevereiro de 2012 09:56 | 1 Comente

PASQUALE CIPRO NETO

'Embora (ainda) seja (ainda) mais rápido...'

Refiro-me a palavras clássicas nesse tipo de questão, como "também", "só", "ainda", "simples" etc.

Diga já e agora, caro leitor: onde colocar o bendito "ainda" no trecho que está no título desta coluna?

Imagino que, de cara, você já tenha descartado a hipótese do "tanto faz", visto que não tanto faz coisíssima nenhuma. Se o advérbio "ainda" for posto antes de "seja", seu papel será modificar justamente essa palavra, isto é, seu papel será o de indicar que X ainda é mais rápido do que Y. Se o advérbio "ainda" for posto depois de "seja", ou melhor, antes de "mais rápido", seu papel será o de modificar essa expressão, isto é, seu papel será o de reforçar essa expressão ("X é rápido, mas Y é ainda mais rápido" ou "X é rápido, mas Y é mais rápido ainda"). Ficou claro?

De onde tirei o trecho que está no título desta coluna? E qual era posição do "ainda" na frase em questão? O trecho estava num site e integrava uma matéria cujo título era este: "Desorganização 'rouba' até 30% do tempo de viagem do usuário de metrô em São Paulo". Destaco o trecho do qual faz parte o excerto que está no título da minha coluna: "Usar o metrô de São Paulo em dias úteis -segunda a sexta-feira- é um pouco de todas essas experiências acima descritas, embora o meio de transporte seja ainda mais rápido que os carros e ônibus que inundam o trânsito mais intenso do Brasil".

Hifens, como usá-los?

Ter, 14 de Fevereiro de 2012 09:44 | 0 comentários

Entenda o uso do hífen em "sócio-fundador" e "socioeconômico"

Por Thaís Nicoleti
Do site UOL Educação*

"...a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco mUndial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos findadoresda Sun Microsystems), entre outros." 

Mesmo depois da reforma ortográfica, que, pelo menos em tese, simplifica o uso do hífen, há casos que continuam provocando confusão. Um deles está ilustrado no fragmento acima.

De acordo com a nova regra, o prefixo "sócio-" hifeniza-se apenas diante de termos iniciados pelas letras "o" (idêntica à letra final do próprio prefixo) e "h". Nos demais casos, ocorre a justaposição (sem hífen). Por esse motivo, continuamos grafando sem hífen termos como "socioeconômico", "socioeducativo", "sociobiologia" ou "sociopata", por exemplo, em que desaparece o acento agudo do prefixo. Esse acento permaneceria numa hipotética forma como "sócio-habitacional" por causa do hífen.

Já o caso que aparece no fragmento destacado é diferente de todos esses, pois, em "sócio-fundador", o elemento "sócio" não é um prefixo. Trata-se, agora, do substantivo "sócio", que, ao entrar na formação de uma palavra composta, sempre será acentuado e separado do segundo termo por um hífen. É por ser um substantivo que se pluraliza normalmente mesmo quando integra um composto. Assim: sócio-diretor/ sócios-diretores, sócio-gerente/ sócios-gerentes, sócio-fundador/ sócios-fundadores etc.

Veja, abaixo, a correção:

...a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios-fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco mUndial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos findadoresda Sun Microsystems), entre outros. 

...............................

Disponível em 

http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/entenda-o-uso-do-hifen-em-socio-fundador-e-socioeconomico.jhtm

Ele tem, eles têm!

É incrível, mas parece que ninguém mais sabe que o verbo "ter" e seus derivados (obter, deter, reter, ater) não são conjugados da mesma forma na terceira pessoa do singular e na terceira do plural. Nem mesmo os jornais...

Na terceira pessoa do singular, devemos dizer "Ele tem um filho"; já na terceira do plural, "Eles têm um filho". E isso vale para os verbos derivados de "ter": "eles retêm a mercadoria", "eles obtêm ganhos expressivos", e assim por diante. Pois é, mas esse acento tem sido esquecido.

Porém, vai que você pense que acentuar ou não esse "e" não fará muita diferença. Será? Olhe como mudamos toda uma oração se o esquecermos: na Folha de S. Paulo de hoje, lê-se:

"O canal (...) ficou longe de NET, Sky e TVA, que detém mais de 90% da base de assinantes da TV paga no país".

O que o jornal disse? Ele disse claramente, com todas as letras, que a TVA detém mais de 90% da base de assinantes da TV paga no país. Porém, o que ele quis dizer é que quem detém esses 90% são as três operadoras somadas, NET mais Sky mais TVA. O texto correto seria:

"O canal (...) ficou longe de NET, Sky e TVA, que detêm mais de 90% da base de assinantes da TV paga no país".

Agora sim, entende-se que as três operadoras citadas detêm mais de 90% dos assinantes. Viu como muda tudo? Agora imagine um erro desses em um contrato, em um documento da sua empresa... Já pensou no prejuízo que pode dar?

Revista Best Home 31ª ed.

Qua, 18 de Janeiro de 2012 15:31 | 0 comentários

Best Home edição 31

Best_Home_31

Já está nas ruas a edição 31 da Revista Best Home, produção do Escritório de Engenharia Joal Teitelbaum.

A revista é distribuída em alguns pontos de Porto Alegre, mas você também pode acessar a versão digitalizada clicando aqui!

Mais um excelente texto do prof. Pasquale, publicado na Folha de S. Paulo

PASQUALE CIPRO NETO

Estava na "capa" de um site de notícias, ontem: "Ex-chefe do TJ liberou 1,5 milhão para si próprio". Quando cheguei ao jornal, já havia mensagens de leitores que questionavam o emprego da expressão "para si próprio". Vamos lá, pois.

De início, é bom lembrar que "si" é pronome pessoal do caso oblíquo e pertence às duas terceiras pessoas (singular e plural): "Vive cheio de si"; "Caíram em si e silenciaram".

Convém dizer também que alguns dos nossos dicionários e gramáticas registram esse pronome apenas como indicador de processo reflexivo ("Ela só pensa em si") ou recíproco ("Acertaram entre si as datas"). No primeiro exemplo ("Ela só pensa em si"), o pronome "si" tem valor reflexivo porque se refere ao sujeito ("ela"). Tradução: "Ela só pensa em si" significa que ela só pensa nela mesma, em si mesma, em si própria.

O esquecido pronome "cujo"

Qui, 01 de Dezembro de 2011 11:33 | 0 comentários

PASQUALE CIPRO NETO 

Cujo, o famigerado
Além de famigerado (com o sentido usual), o relativo 'cujo' é quase um moribundo, errático, sem sepulcro à vista
Um dos memoráveis contos de "Primeiras Estórias", obra-prima de Guimarães Rosa, é "Famigerado". Um bandidaço ("Damázio, dos Siqueiras") chega a um lugarejo e pede ao médico do local que lhe explique o significado de "famigerado" ("Eu vim perguntar a vosmecê uma opinião sua explicada").
Não vou estragar o prazer de quem ainda não leu o conto. Se é esse o seu caso, caro leitor, é só entrar num dos sites de busca e digitar "famigerado". Permita-me outra sugestão: assista ao belíssimo filme "Outras Histórias", que Pedro Bial dirigiu em 1999. O filme (que está -inteirinho- no YouTube) se baseia na obra quase homônima de Rosa. Um dos contos aproveitados por Bial é justamente "Famigerado". Poucas vezes vi fotografia tão impressionante como a desse filme. A essa beleza se acrescenta o magnífico trabalho dos atores e do diretor.
Pois bem. Ao pé da letra, "famigerado" significa "famoso", "célebre" etc., mas, no uso comum, esse adjetivo significa "tristemente afamado", "que tem má fama".

"O seguro morreu de velho": a história de um provérbio vivo

"O seguro morreu de velho" é um provérbio português (e brasileiro) tão velho - mas ainda vivo - que se poderia supor que dispensasse explicações. Não é bem assim. É comum que falantes nativos da língua portuguesa, em pleno domínio de seus meios de expressão, escrevam para um dos consultórios linguísticos ou gramaticais de mundo digital - como o Sobre Palavras, que no mantenho no site de VEJA para perguntar o que quer dizer esse ditado,. . como se ele trouxesse uma mensagem cifrada.

A confusão sobre a classe gramatical da palavra "seguro" é um dos fatores de mal entendido. Como adjetivo, seguro do latim se + curus, ou seja, livre de cuidados e preocupações - existe em nossa língua desde o século XIII e quer dizer protegido, isento de riscos, firme, confiável, prudente ou, numa acepção menos comum, até mesmo sovina. Já o substantivo, que data do século XVI, nomeia algo bem distinto e juridicamente preciso: um contrato entre segurador e segurado.

O tal que morreu de velhice é o primeiro, claro. O adjetivo seguro qualifica um sujeito que foi subtraído da frase por elipse: homem ou indivíduo. Apólices não vêm ao caso aqui. Mas é justamente essa expressão econômica, sintética, característica do gênero, que abre a porta para leituras frontalmente contrárias ao espírito da coisa. Então quer dizer que a cautela e a segurança são coisas do passado, estão mortas,e nos dias de hoje todos devemos correr riscos?

Férias

Sex, 18 de Novembro de 2011 12:00 | 0 comentários

Parônimo, o que é isso?

Qui, 17 de Novembro de 2011 09:25 | 0 comentários

Mais um texto excelente do professor PASQUALE CIPRO NETO:

Os emigrantes e os imigrantes

Um polonês que veio morar no Brasil é emigrante em relação à Polônia e imigrante em relação ao Brasil

"Cerca de 491,6 mil brasileiros vivem no exterior, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010 divulgados pelo IBGE nesta quarta." Assim começa uma matéria publicada ontem na Folha.com. Em seguida, a matéria cita os seis países que, juntos, "abrigam 70% dos emigrantes brasileiros".

Esse dado do IBGE também foi assunto de telejornais. No JH, da Globo, Sandra Annenberg disse, com a clareza de sempre, que "os emigrantes brasileiros...". Apesar disso, houve quem entendesse "imigrantes". Quando abri a caixa postal da coluna, por volta das 17h, encontrei algumas mensagens de leitores que abordavam a questão, tomando como base a leitura de Sandra ("Não seria 'imigrantes brasileiros'?"; "Existe a palavra 'emigrante'?").

"A princípio" ou "em princípio"?

Seg, 07 de Novembro de 2011 17:56 | 0 comentários

Vícios modernos de linguagem

Chega de errar!!

Muita gente (na verdade, quase todo mundo) aderiu à moda de falar de forma errada algumas expressões. Uma que virou febre é "a princípio", que vem sendo usada a torto e a direito sem que ninguém se esforce para acertar!

É um tal de "A princípio vamos jogar mesmo com chuva", "A princípio não irei à festa", "A princípio a empresa vai demitir alguns funcionários", e por aí vai.

Pois bem, de uma vez por todas: "a princípio" quer dizer "no começo", "inicialmente". Mude lá nas frases que demos de exemplo e veja como fica nada a ver! "No começo não irei à festa"? Quer dizer que a partir do meio da festa pode ser que você apareça? Ou na frase da empresa, quer dizer que ela vai certamente demitir alguns funcionários, mas só no comecinho!

Já deu pra ver que alguma coisa está errada, né? O certo, nesses casos, é "em princípio", expressão que significa... "em tese"! Ah, agora sim: "Em tese, não vou à festa", mas pode ser que acabe indo; "Em tese, a empresa vai demitir alguns funcionários", mas isso não é uma certeza.

Ficou claro agora? Então, a partir deste momento, troque o seu "a princípio" por "em princípio" (a não ser, é claro, que queira dizer "inicialmente": "A princípio a empresa estava em uma situação ruim, mas depois melhorou").

Entendido?

<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Próximo > Fim >>
Página 1 de 9

Acesso Restrito

Redes Sociais

Acompanhe a 3GB Consulting
também nas redes sociais.

 Twitter Facebook   Linkedin

Saiba Mais...

Um jeito fácil de se
manter sempre informado.

icone-agenda-02 icone-blog-03
Agenda Blog

Fale Conosco

Entre em contato conosco:
atendimento@3gbconsulting.com.br

Telefones: Brasília/DF (61) 2017.0079
                  Porto Alegre/RS (51) 3376.3329
                  São Paulo/SP (11) 3539.9183

Para mais informações ou para enviar uma mensagem, clique aqui.