Este blog é dedicado aos amantes da língua portuguesa, àqueles que querem sempre aprender mais e aos que querem conhecer melhor nossa empresa. A valorização da língua portuguesa é nosso maior objetivo e nossa maior alegria! Esperamos que façam bom proveito das informações aqui postadas! |
Por Thaís Nicoleti
Do site UOL Educação*
"...a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco mUndial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos findadoresda Sun Microsystems), entre outros."
Mesmo depois da reforma ortográfica, que, pelo menos em tese, simplifica o uso do hífen, há casos que continuam provocando confusão. Um deles está ilustrado no fragmento acima.
De acordo com a nova regra, o prefixo "sócio-" hifeniza-se apenas diante de termos iniciados pelas letras "o" (idêntica à letra final do próprio prefixo) e "h". Nos demais casos, ocorre a justaposição (sem hífen). Por esse motivo, continuamos grafando sem hífen termos como "socioeconômico", "socioeducativo", "sociobiologia" ou "sociopata", por exemplo, em que desaparece o acento agudo do prefixo. Esse acento permaneceria numa hipotética forma como "sócio-habitacional" por causa do hífen.
Já o caso que aparece no fragmento destacado é diferente de todos esses, pois, em "sócio-fundador", o elemento "sócio" não é um prefixo. Trata-se, agora, do substantivo "sócio", que, ao entrar na formação de uma palavra composta, sempre será acentuado e separado do segundo termo por um hífen. É por ser um substantivo que se pluraliza normalmente mesmo quando integra um composto. Assim: sócio-diretor/ sócios-diretores, sócio-gerente/ sócios-gerentes, sócio-fundador/ sócios-fundadores etc.
Veja, abaixo, a correção:
...a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios-fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco mUndial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos findadoresda Sun Microsystems), entre outros.
...............................
Disponível em
Aprendendo as novas regras ortográficas
Com as novas regras ortográficas em vigor desde 2009 (e obrigatórias a partir do ano que vem!), muita gente está com dificuldades em relação ao uso do hífen em palavras com prefixo. Pois bem, vamos dar uma ajudinha. Dá pra se dizer que as novas regras facilitaram muito esse uso.
A regra geral agora é que o prefixo se une à palavra sem hífen. Assim, passamos a ter infraestrutura, superamigo, coirmão, autoescola, autoconhecimento, semidesnatado, hiperinteressante, minissaia... Ops, aqui você notou algo estranho! Pois é, quando acontecer isso, deve-se dobrar o S ou o R (autorretrato, por exemplo).
E quando se usa o hífen? Fácil, quando a palavra seguinte ao prefixo iniciar por H ou pela mesma letra com que termina o prefixo! Hein? Assim: super-homem, intra-hospitalar, micro-ondas, mini-investigação, infra-assinado.
Não ficou bem mais fácil?
Ah, vale lembrar também que as palavras compostas também sofreram modificações. A maioria delas agora também perdeu o hífen: lua de mel, mão de obra, pôr do sol... Mas isso fica pra uma próxima, ok?
FÁBIO GRELLET
da Folha de S.Paulo, no Rio
Está em dúvida se aquele bife a cavalo recebe o acento de crase? E o maldito "porque" é uma palavra só ou não? E deve ser acentuado? A Assembleia Legislativa do Rio aprovou projeto de lei que cria o Telegramática, serviço público grátis que pretende, por telefone, tirar dúvidas sobre o idioma.
Segundo o projeto, aprovado nesta semana, oito professores e dois atendentes vão se revezar atendendo as ligações. Os usuários não precisarão se identificar. O governador Sérgio Cabral (PMDB) tem 15 dias para sancionar ou vetar a iniciativa. Caso sancione, como prevê o deputado estadual Jairo Souza Santos, o Coronel Jairo (PSC), autor da proposta, caberá ao Estado criar o sistema.
"Nos próximos dez dias teremos uma reunião com Cabral em que vamos pedir que sancione o projeto e discutir a implantação dele o mais rápido possível. Creio que o serviço deverá ser vinculado à Secretaria de Estado da Educação", afirmou o deputado, por meio de sua assessoria.
A iniciativa foi inspirada em um serviço mantido pela Prefeitura de Fortaleza há 29 anos. Pelo telefone (0/xx/85) 3225-1979, uma equipe de seis professores tira dúvidas sobre a língua portuguesa, das 8h às 18h, de segunda a sexta.
"Atualmente recebemos cerca de 160 ligações por dia, e as dúvidas mais comuns se referem ao emprego da crase. Mas as consultas sobre acentuação e hífen aumentaram muito depois que a reforma ortográfica entrou em vigor", conta o professor Edísio Tavares, 40, que trabalha no serviço telefônico há 13 anos.
O serviço cearense chegou a dispor até de um professor de inglês, mas a iniciativa não deu certo e hoje o tira-dúvidas se restringe à língua portuguesa.
No Rio, a Academia Brasileira de Letras também oferece um serviço semelhante, o "ABL Responde". Pelos telefones (0xx/21) 3974-2549 ou (0xx/ 21) 3974-2509 e pela internet (www.academia.org.br), é possível tirar dúvidas sobre o idioma. O serviço funciona há três anos e conta com nove professores, coordenados pelo acadêmico Evanildo Bechara. Nos três primeiros dias após o lançamento, o "ABL Responde" recebeu mais de 600 consultas -mais de 200 por dia. A Academia não informou a média atual de atendimentos.
THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
A reforma ortográfica apoia-se num documento lacunar e numa obra de referência marcada pela hesitação e pela inconstância de critérios |
Só nos cabe engolir que a regra é que não há regra clara; é preciso decorar as exceções e ter o "Volp" à mão |
Entre em contato conosco:
atendimento@3gbconsulting.com.br
Para mais informações ou para enviar uma mensagem, clique aqui.